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PostHeaderIcon Jovens obreiras da igreja acusadas de prática de sexo no templo, ganham na Justiça ação de dano moral

Embora realmente tenha faltado prudência do pregador da igreja, mas com certeza se os pais destas jovens tivessem optado em utilizar um tribunal cristão ao invés de um tribunal ímpio, conforme I Cor. 6: 1 a 7, com certeza ganhariam a questão através de uma conciliação conduzida por pastores. E não através de uma sentença prolatada por um juiz não-cristão. E evitaria o escândalo do evangelho e difamação da igreja. Lamentavelmente continua circulando na internet, mais esta triste notícia de cristãos que não obedeceram a instrução de Deus, através de Paulo e ousaram tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos.

Duas jovens de menor idade, ambas fazendo parte do rol de membros e de obreiras, foram acusadas de práticas de atos sexuais no interior do templo. Sentindo-se injustiçadas e agredidas moralmente, entraram com um processo contra a igreja na justiça comum. O juiz entendeu que o autor da agressão moral mentiu e ofendeu as jovens. E condenou a igreja a indenizar as vítimas em R$ 10 mil.

O fato ocorreu na igreja Assembleia de Deus Ministério Missão de Jesus em Rondonia quando o pregador, em pleno culto dominical, dizendo ser uma profecia de Deus, afirmou que as jovens estavam dispensadas da função de obreiras por terem pecado praticando ato sexual nas dependências do templo.

Elas negaram afirmando se tratar de uma retaliação e perseguição por terem desistido de continuar na função de obreiras porque a igreja não cumpriu o combinado de lhes dar por mês, um salário mínimo e uma cesta básica. E acrescentaram “que nos quatro anos e sete meses que trabalharam, a igreja em nenhum momento cumpriu com o que prometeu”.

Sobre a acusação de atos sexuais, as irmãs foram levadas pelos pais para exame de corpo delito, o qual  constatou que ambas ainda eram virgens.

Sobre o pagamento, a igreja alegou que nenhuma das duas haviam prestado serviços. No entanto, testemunhas confirmaram em juízo que elas estavam dizendo a verdade.

Na decisão, o Desembargador Roosevelt Queiroz Costa ressaltou ser “evidente o sofrimento suportado pelos apelados em face ao pronunciamento inoportuno e ofensivo que foi proferido pelo apelante, pois além do abalo psicológico, próprio de situações tais, provocaram-lhe intensa mágoa, resultante do atentado às suas reputações, impondo-se, daí, a sua indenização”.

Parecendo conhecer a Bíblia, o juiz citou em seu julgamento vários textos bíblicos dentre os quais, destacamos os seguintes:

... ai daquele, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe perdurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Mt 18:6.

-O hipócrita que com a boca danifica o seu próximo, Pv 11:9

-Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo! Mt 18:7.

-Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes. Desviai-vos deles. Rm 16:17.

Como se deve tratar a um irmão culpado: -Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüí-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mt 18:15.

O amor é o dom supremo: -O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, -não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; -não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade (1 Co 13:4-6.)

-porque Deus não é de confusão e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos. 1 Co 14:33-34.

estejam prontos para toda boa obra, -não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens. Tt 3:1-2.

O Desembargador em seu entendimento, ficou convicto também de que de uma ou de outra forma, a igreja caiu em contradição acabando confessando que errou.

E acrescentou um detalhado relatório e fundamentação para o seu convencimento de que de fato a igreja estava errada e deveria ser condenada. Transcrevemos abaixo parte do texto do Desembargado ao dar sua sentença:

“... as autoras, menores impúberes, são evangélicas e frequentadoras da Igreja Assembleia de Deus, sempre prezando pelos bons ensinamentos de Cristo, pautando-se desde cedo pela conduta ilibada, respeitando aos pais e mais velhos.

Contudo, no ano pretérito, na Congregação Assembleia de Deus, localizada no bairro onde residem, orando com mais de 60 pessoas, no período noturno, J. A. P. F, tido como pastor, subiu ao púlpito e propagou que estava tendo uma revelação divina, chamando a atenção de todos, ensejo em que declarou tratar-se de duas jovens irmãs da igreja que estavam praticando sexo dentro do templo, devendo apresentarem à frente de todos, pena de revelação dos nomes, e que ainda assim não se apresentassem iria buscá-las.

Eis que o “ pregador oficial” declinou os nomes das autoras, que em prantos fizeram-se à frente, obedientes como sói acontecer com os fiéis, sob o olhar de todos, como se verdadeira fosse a afirmação (“revelação”), deixando as duas jovens em estado de perplexidade, muita humilhação, constrangimento, vexação pública.

Mas o fato danoso, criminoso, vexatório, não ficou apenas no âmbito interno do Templo da Igreja, ele foi longe, se propagou por todo o bairro onde residem as adolescentes e seus pais, pois conforme se apurou, no dia de crucificação, a demandada tinha visitantes, mas não só esses fizeram a divulgação dos fatos como os próprios irmãos de fé certamente ajudaram na notícia ultrajante, pois nem todos deixam de refrear a língua, antes, enganam o próprio coração (Tiago 1:26).

O pior ainda é que até hoje a vizinhança, as pessoas dos bairros, os irmãos da igreja, não sabedoras das providências dos pais das autoras, continuam acreditando na falácia do dito pregador oficial, pois até hoje sentem-se envergonhadas, acusadas pelos olhares de todos, tanto que não mais tiveram coragem de retornar ao convívio dos irmãos da Igreja onde eram membros fiéis, considerando que a imagem maculada, denegrida, continua como dantes, pois nem o pregador oficial J. A. P. F, nem o pastor da Igreja ou qualquer obreiro se retratou perante os presentes, muito menos na comunidade do bairro.

O clima continua insuportável, com dor interna intensa, mormente por saberem no íntimo das autoras e de seus pais que tudo é uma mentira, uma revelação diabólica e não devida, conforme ficou sobejamente provado.

Mas não é só. As menores (autoras) foram submetidas à Delegacia de Polícia, exames de corpo delito, por iniciativa de seus pais, quando novamente recebem a mesma acusação leviana do pastor (pregador oficial), reafirmando o fato e que realmente era uma revelação divina.

Ainda não para por aí. O caso foi até ao Juizado Criminal, onde, finalmente, o pregador oficial recebeu a merecida reprimenda: condenado à pena de 3 meses de prestação de serviços à comunidade.

E qual foi o resultado do exame para constatação ou não da virgindade das menores autoras?

Bem lembrado: Para desespero da ré e alento das menores e de seus pais, provou-se que as mesmas são virgens, caindo por terra a tal revelação divina e a irresponsabilidade do Sr. J. A. P. F., que na ocasião da acusação falava em nome da ré, razão por que esta deve responder pelo ato, porquanto tipificada a culpa in eligendo, oriunda da má escolha de seu representante.

Frisa-se, a gravidade e as consequências do fato fazem com que as menores continuem distanciadas da Igreja e de encarar seus vizinhos e amigos, tanto na rua quanto na escola”, conclui o juiz em sua sentença.

O site Gospel+ registra em seu portal diversas manifestações de internautas. A fim de não delongar tanto a reportagem, transcreveremos algumas destas manifestações em nossa seção de comente você também.

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Leitura para meditação: I Coríntios, cap. 6: 1 a 6

Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?

Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?

Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?

Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja?

Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?

Mas o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis.

 

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Comentários  

 
0 #5 paula 26-01-2012 09:58
é triste citar isto tambem, pois aqui em piraquara há pastora da igreja quadrangular sendo processada por agredir ,caluniar e defamar uma familia,pois o filho dela acabou com a familia toda tirando todos da presença de deus,muitos escandalos nesta igreja envolvendo membros e lideres ,prostituições, adultérios e outros casos sórdidos eles escandalizam
o nome de deus, e querem pregar o amor como se nada acontecesse nesta igreja.cade a ética da igreja séria que só pune membros e não pastores safados que escandalizam a obra de deus.
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0 #4 em defesa do evangel 04-12-2011 17:45
Diante da justiça dos homens estas jovens ganharam a questão. Mas será que na justiça de Deus elas são vencedoras? Até concordo em que elas devessem buscar a reparação pela injustiça sofrida. Mas se existem tribunais cristãos, onde os juizes são santos homens de Deus, porque levar uma causa a juizo diante de ímpios, se Deus orientou como é o certo em I Cor. 6: 1-7?
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0 #3 ROSANGELA SMITH 04-12-2011 17:36
ROSANGELA SMITH disse:
13 de novembro de 2011 ás 8:54 pm
O que me chamou mais atenção foi que esse desembargador fundamentou sua decisão com a Palavra de Deus, e citou bastante versículos da Bíblia, glória a Deus !
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0 #2 diego 04-12-2011 17:35
Diego disse:
13 de novembro de 2011 ás 1:12 pm
O desembargador demonstrou grande sabedoria não só jurídica como bíblica, que sirva de lição para o “pregador” e para a denominação religiosa. Todos nós evangélicos conhecemos histórias de pessoas que até saíram da igreja em decorrência de “profetadas” como esta.
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0 #1 eu 04-12-2011 17:34
ROSANGELA SMITH disse:
13 de novembro de 2011 ás 1:06 pm
Só tenho a lamentar por esse escândalo. Constrangimento s desse tipo acontecem em muitas igrejas. Só que as pessoas constrangidas não têm coragem de processar os infratores.
A decisão desse ilustre desembargador está muito bem fundamentada, inclusive cita muito bem a Palavra de Deus, bem como a doutrina jurídica e jurisprudência. Ele demonstra que conhece a Palavra de Deus.
Sei que indenização nenhuma paga o dano sofrido pelas vítimas, mas achei muito pouco esse valor de R$10.000,00 .
Que esse caso sirva de advertência àqueles que querem apascentar o rebanho de Deus de qualquer maneira, tratar as ovelhas como bem entendem. Esse desembargador deu lições da Palavra de Deus a esse pregador infrator. Não só a este, mas a outros.
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